Findado o ano futebolístico no Brasil com o título mundial do corinthians, é necessário dizer que sem dúvida hoje o time alvi negro é de longe o mais estruturado do país.
Tem uma administração coeza, enxuta, não gasta fortuna com jogadores que não trazem qualquer retorno ao clube e seu departamento de marketing é exemplo de gestão para qualquer time de futebol nos padrões nacionais. O clube hoje tem contratos milionários de patrocínio, recebe direitos de transmissão superior a maioria de seus adversários, tem uma rede de lojas de produtos oficiais, agencia de viagens ou seja, aprendeu a ter um padrão próximo ao europeu.
Juntamente a isso somasse a manutenção de um plantel vencedor, que tem como maior virtude raça e união, sem falsos estrelismos e com uma diretoria que soube esperar o momento certo e manteve o técnico mesmo no momento de maior adversidade após a eliminação precoce ainda na pré libertadores.
Mas a verdade é que nada disso teria valor se o time de parque São Jorge não tivesse uma torcida apaixonada, uma verdadeira nação como eles mesmos dizem com seus quase 30 milhões de torcedores (uma nação mais populosa que a maioria dos paises da ONU) e que empurra o time em todos os jogos cantando do começo ao fim mesmo que o resultado não seja favorável. O fanatismo do corintiano excede o padrão do futebol e chega a beira da religião, porque o corinthians é muito maior que o próprio futebol para sua torcida, eles não torcem para o corinthias eles são o corinthians e isso os diferencia de todos os outros torcedores dos demais times do Brasil.
Não sou corintiano, sou anti e torci pelo Chelsea no domingo, mas é incrível ver essa torcida vivendo o futebol com toda sua paixão e mostrando ao time inglês que futebol não se vence somente com dinheiro e que o principal é a verdadeira vontade de vencer.
Hoje me rendo ao bando de loucos e seu time que se não apresenta um belo futebol é de longe o maior exemplo de que tática, disciplina, união e garra podem lhe tornar o melhor do mundo.
Realmente é futebol para inglês ver.
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Bastante sensato teu comentário, caro Ercides. Ainda há esperança quando vemos pessoas com discernimento e com razão, como você.
ResponderExcluirSe houvesse mais pessoas como você, não haveria tanta violência no futebol, pode ter certeza.
Eu mesmo já parabenizei o time do Santos FC por suas conquistas e não perdi nada com isso.
Acho horrível sentimentos apaixonados que arrumam desculpas as mais variadas para desmerecer as conquistas do clube que não seja o seu.
Por exemplo, acho linda a melodia do hino do Palmeiras, sendo Corinthiano convicto.
Como seria bom se hovesse mais pessoas como você, amigo.
Um fraterno abraço.
Daniel Alves - São Vicente/SP
adridanny@uol.com.br
Obrigado Daniel por seu comentário. É gratificante saber que como eu, você também sabe conviver com as diferenças e vê o esporte com diversão e saúde e não como incentivo a violencia e intolerancia.
ResponderExcluirÉ surreal o que vem acontecendo em determinados casos, não só no Brasil, no exterior hà também essa irregularidade, pessoas travestidadas de torcedores, vem a tirar a vida de um ser, por descusões bobas, o que leva a tornar o futebol em minoria ridiculo. Futebol é arte, é emoção, é tudo. Mais esse clubismo bobo, prejudica na imagem refletida para ambos do Brasil.
ResponderExcluirAssim como se expressou em palavras de extremo valor. Hoje penso do mesmo jeito, talvez por ter crescido e amadurecido e saber que o futebol não é composto só por cubismo.
hoje ao ver o Corinthians jogar, fico extremamente feliz por saber que a cada dia o futebol vem demonstrando que a violência não é admissível no meio do futebol, fazendo pessoas chorarem não pela perda de um familiar, e, sim por ter vencido, e, muitas vezes pela derrota.
Lembrando, às palavras acima, é apenas o que acho de pessoas que ídolatram o clubismo, talvez fora do regulamento do texto de vossa senhoria, mais querendo expressar minha opinião a respeito do clubismo.
Mais uma vez, parabéns pelo excelente texto. abraço.
Twitter; @DenisFerreira63
Esse clubismo leva a intolerância e com isso o esporte perde a sua essencia de apenas divertir, de tornar possível trazer alegria para o vencedor e o sentimento de tentar melhorar para aquele que perdeu. Perder faz parte da vida, devemos perder para tentar superar e melhorar.
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