Esse blog como o próprio nome diz, esta voltado pra falar de quase tudo um pouco. Sempre que surgir algo que ache interessante postarei aqui.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O fim de um mito
Muito antes de começar a pedalar ou até mesmo de comprar minha bicicleta e andar por trilhas ou estradas Lance Armstrong já havia se tornado um mito para mim.
Logicamente há treze anos atrás o Tour de France não era transmitido diariamente em todas as sua etapas pela ESPN como é hoje. Mas nunca faltaram capas de revistas, reportagens, notícias divulgando os feitos de Lance ano após ano.
Sete vezes vencedor da volta da França, medalhista olímpico, maior ciclista de todos os tempos, a lenda não era só um vencedor no esporte. Já não bastasse todos os feitos realizados em um esporte onde para vencer é necessário, preparo, técnica, inteligência, trabalho de equipe, Armstrong tinha feito tudo isso após vencer o câncer em 1996.
Com uma história de superação que começa no ano em que vence a doença e segue de 1999 a 2005 quando conquista o título mais cobiçado do esporte sete vezes consecutivas, a lenda se tornava mito e foi no ano de 1997 que ele deu sua maior contribuição inaugurando a fundação Lance Armstrong que ajuda pessoas no combate ao câncer (aquela das pulseiras marelas LIVESTRONG).
Por mais que fizessem testes em Armstrong ele jamais foi pego no exame anti doping, tido como um atleta "limpo", em um esporte considerado "sujo" foi agraciado com premio fair play e tido por muitos incluindo eu mesmo, como exemplo.
Porém no ano passado seu castelo começou a ruir a surgiram provar irrefutáveis de que Lance Armstrong, fazia uso de substâncias proibidas para aumentar seu desempenho esportivo. Os verdadeiros fãs de Armstrong como eu, tentavam não acreditar no doping que a UCI e a USADA acusavam.
Mas ontem tudo veio por terra. Em uma entrevista cedida para Oprah, Lance Armstrong confessou o uso de EPO, testosterona e transfusão sanguínea em todas a vitórias na França e disse que seria humanamente impossível vencer seguidamente sem o uso de tais substancias. Insinuou também como todos já sabem que principalmente naquela geração todos faziam uso desse artifício para competir.
Agora é nesse momento que me pergunto. Justifica cometer um erro para se igualar aos outros? Vale a pena construir uma imagem de homem perfeito,tornar-se um mito, que vence uma doença grave, autor de livros, dono de uma fundação assistencial de combate ao câncer em cima de sete títulos mundias ganhos de forma ilícita?
Ele não precisava ter ganho título algum, se tivesse continuado a competir e terminar suas competições já seria um vencedor. Talvez não se tornaria um mito, mas continuaria sendo uma lenda no esporte.
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